Menos, não zero.
Quem usou o celular uma hora a menos por dia durante uma semana ainda usava cerca de 45 minutos a menos quatro meses depois. O grupo que largou por uma semana não segurou tão bem.
Brailovskaia et al., 2022. 619 pessoasNão é diagnóstico. Mas é o motivo de você pegar o celular para ver a hora e perder quarenta minutos.
Vício em celular não é um diagnóstico oficial, mas os pesquisadores medem o "uso problemático do smartphone", e cerca de uma em cada quatro pessoas dá positivo na triagem, somando centenas de estudos. Os sinais são usar o celular para mudar o humor, perder a noção do tempo, ficar inquieto sem ele e não conseguir diminuir. Nomofobia é a ansiedade de ficar sem o celular. O que ajuda é mudar o ambiente em vez de se esforçar mais: usar cerca de uma hora a menos por dia, tirar os feeds sem fim, colocar uma pausa antes dos apps que te puxam e deixar o celular fora do quarto.
Nenhum dos dois grandes manuais de diagnóstico traz vício em celular ou em redes sociais. Só o transtorno de jogo entrou. Então os pesquisadores contam o "uso problemático" com questionários, e o número depende de onde eles traçam a linha.
27%
5–25%
do inglês no-mobile-phone phobia
A ansiedade de ficar sem o celular. Os pesquisadores medem com uma escala de 20 perguntas em quatro partes. Somando os estudos, a nomofobia moderada a grave chega a cerca de 70%, mas os pontos de corte contam um desconforto comum, então leia como "a maioria sente isso", e não como "a maioria tem uma fobia".
Menos, não zero.
Quem usou o celular uma hora a menos por dia durante uma semana ainda usava cerca de 45 minutos a menos quatro meses depois. O grupo que largou por uma semana não segurou tão bem.
Brailovskaia et al., 2022. 619 pessoas30 minutos por dia.
Estudantes limitados a 10 minutos por app no Facebook, Instagram e Snapchat durante três semanas se sentiram menos sozinhos e menos deprimidos, principalmente os que já começaram mal.
Hunt et al., Journal of Social and Clinical Psychology, 2018. 143 estudantesDuas semanas sem internet móvel.
91% melhoraram em bem-estar, saúde mental ou atenção. Ligações e SMS continuaram funcionando. Aumentaram o tempo com pessoas, o exercício e o tempo ao ar livre.
Castelo et al., PNAS Nexus, 2025. 467 pessoas, randomizadoUma pausa antes do app.
Alguns segundos de atrito antes de o app abrir reduziram as aberturas de fato em 57% em seis semanas. A saída fácil pesou mais do que o lembrete.
Grüning et al., PNAS, 2023. 280 pessoasTodos eles mudam o ambiente, não a pessoa. Nenhum pede mais força de vontade.
O Off the Hook tira os feeds sem fim do Instagram, Facebook, TikTok e Snapchat, mantém seus amigos e mensagens e bloqueia os apps de verdade. Cada pausa custa um pouco de atrito. Você escolhe o nível: Fácil, Médio ou Difícil. A Lumi planeja as dez semanas com você e está lá quando bate a vontade.
Não. Nem o DSM-5-TR nem a CID-11 trazem vício em smartphone ou em redes sociais; só o transtorno de jogo está na CID-11. Os pesquisadores chamam de uso problemático do smartphone e medem com questionários.
Depende da definição. Em 504 estudos com 2,1 milhões de pessoas, cerca de 27% deram positivo para uso problemático do smartphone. Para redes sociais, as estimativas vão de 5% com critérios rígidos a 25% com critérios frouxos.
Nomofobia, do inglês no-mobile-phone phobia, é a ansiedade de ficar sem o celular. É medida com uma escala de 20 perguntas sobre comunicação, conexão, informação e praticidade. É um termo de pesquisa, não um diagnóstico.
Mude o ambiente em vez de contar com a força de vontade: diminua cerca de uma hora por dia, tire os feeds sem fim, coloque uma pausa antes dos apps que te puxam e deixe o celular fora do quarto. Nos estudos, diminuir durou mais do que largar de vez. Passo a passo em como parar o doomscrolling.
Os dois se misturam. Para a maioria das pessoas, o problema não é o celular, são alguns apps com feeds sem fim. Por isso tirar os Reels e o For You e manter as mensagens funciona melhor do que abrir mão do celular. Veja dumbphone, ou fique com o iPhone.
Não existe um número de horas que defina vício. Os questionários usados pelos pesquisadores olham para sinais como usar o celular para mudar o humor, perder a noção do tempo e não conseguir diminuir, e não para o tempo de tela. Um teste melhor é ver se o celular está tomando o lugar do sono, das pessoas e dos seus planos.
O Off the Hook está chegando ao iPhone. Receba um SMS no dia em que ele sair.
Um SMS no lançamento. Mais nada.